Li estupefato a matéria na internet sobre as pichações, a menina que foi presa, etc. Depois assisti a dois videos sobre isso no YouTube. Parece que os jovens presentes, envolvidos direta ou indiretamente no ocorrido se divertem com o vandalismo causado a um patrimônio da humanidade, que estava antes de terem nascido, e provavelmente continuará a existir depois que alguns deles se forem.
A pergunta que fica é: o que podemos fazer para representar nossos valores e construir um ideal de vida e manifestação artistica? Digo isso da forma mais abrangente possivel, jà que sou musico e artista grafico também.
Como podemos manifestar nossas opiniões e sermos ouvidos, se quando temos a oportunidade de fazê-lo, alguns escolhem a forma mais primitiva e brutal, sem sequer saber a quem estão atingindo.
Porque não o fazem em ambientes com menor espaço, e maior visibilidade, e de uma forma mais coerente?
Chamar a si mesmos de "artistas" enquanto estão cometendo um crime contra o patrimônio público, se valendo do conceito da arte?
A covardia destas ações, tanto a de pichar quanto a de encorajar o ato, se mostra em grupos sociais onde não hà a falência da cultura, como das comunidades mais carentes, mas sim em grupos de jovens oriundos da classe média (alta, baixa, não importa).
O que importa é que devemos cultivar a consciência coletiva de manter a ética e os bons costumes acima de tudo, porque nem tudo na vida é como nos filmes de fantasia.
Outra coisa importante de se dizer é que não adianta culpar seus governantes, eleitos por você ou não, pelos problemas comunitarios, o que adianta é estar bem informado sobre as questoes que lhe cabem e interessam, e fazer sua parte.
Se todos os cidadaoes fizessem sua parte, no haveria essa conivência na hora desse "protesto" descabido, e as pessoas que assistiam de camarote teriam uma atitude mais decente e corajosa, ao invés de fotografar e rir do que acontecia.
A puniçao é a forma mais fria de se fazer justiça, e na maior parte das vezes, a unica a ser aplicada, pois ninguém quer sujar suas maos, ninguém quer se envolver, ninguém quer nada, logo, nada se faz.
Opinem, critiquem, mas sobretudo, reflitam.