5 de dezembro de 2008

Pichação na Bienal

Li estupefato a matéria na internet sobre as pichações, a menina que foi presa, etc. Depois assisti a dois videos sobre isso no YouTube. Parece que os jovens presentes, envolvidos direta ou indiretamente no ocorrido se divertem com o vandalismo causado a um patrimônio da humanidade, que estava antes de terem nascido, e provavelmente continuará a existir depois que alguns deles se forem.
A pergunta que fica é: o que podemos fazer para representar nossos valores e construir um ideal de vida e manifestação artistica? Digo isso da forma mais abrangente possivel, jà que sou musico e artista grafico também.
Como podemos manifestar nossas opiniões e sermos ouvidos, se quando temos a oportunidade de fazê-lo, alguns escolhem a forma mais primitiva e brutal, sem sequer saber a quem estão atingindo.
Porque não o fazem em ambientes com menor espaço, e maior visibilidade, e de uma forma mais coerente?
Chamar a si mesmos de "artistas" enquanto estão cometendo um crime contra o patrimônio público, se valendo do conceito da arte?
A covardia destas ações, tanto a de pichar quanto a de encorajar o ato, se mostra em grupos sociais onde não hà a falência da cultura, como das comunidades mais carentes, mas sim em grupos de jovens oriundos da classe média (alta, baixa, não importa).
O que importa é que devemos cultivar a consciência coletiva de manter a ética e os bons costumes acima de tudo, porque nem tudo na vida é como nos filmes de fantasia.
Outra coisa importante de se dizer é que não adianta culpar seus governantes, eleitos por você ou não, pelos problemas comunitarios, o que adianta é estar bem informado sobre as questoes que lhe cabem e interessam, e fazer sua parte.
Se todos os cidadaoes fizessem sua parte, no haveria essa conivência na hora desse "protesto" descabido, e as pessoas que assistiam de camarote teriam uma atitude mais decente e corajosa, ao invés de fotografar e rir do que acontecia.
A puniçao é a forma mais fria de se fazer justiça, e na maior parte das vezes, a unica a ser aplicada, pois ninguém quer sujar suas maos, ninguém quer se envolver, ninguém quer nada, logo, nada se faz.
Opinem, critiquem, mas sobretudo, reflitam.

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Quem sou eu

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Eu sou músico, nascido em São Paulo, minhas atividades sempre foram regidas pelo sentimento, deixei de ser CDF depois da 8a. série, e ainda não descobri de qual panela faço parte, provavelmente de nenhuma. Sou sincero e às vezes pago por isso, mas tudo o que faço tem toneladas de paixão, costumo dizer que sou um anjo preso no corpo de um monstro! Minhas palavras saem fortes, mas o sentimento é de amor e carinho, por todos que encontro nos meus caminhos. Sou apaixonado pela expressão artística, que diz pouco ou nada mas que toca o coração das pessoas. A música talvez seja a mais incompreendida destas, pois não tem tradução. Minha busca pelo ideal de viver em paz em com alegria é impulsionada pela minha crença inabalável de que o ser humano ainda vai aprender a viver bem consigo e com seus semelhantes. Fé no povo e sigamos com força!

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